Era um sábado de verão no sul da França; quando vi Garance chegar naquela festa pra poucos que depois virou pra muitos, me esforcei para resistir à espontaneidade infantil que me invadiu. A vontade era de perguntar: você quer ser minha amiga?

A noite tinha sido linda. Durante a festa, eu e Victor cantamos nossa saudade da Bahia daquele jeito feliz e despreparado que nenhum ensaio é capaz de conquistar e em algum momento tomei coragem e me aproximei para participar da conversa que Garance desenrolava com outra amiga. Descobri que ela era actrice e dançarina - muito apaixonada pelo que fazia. 



Falei da marca e mostrei fotos do nosso instagram: ah oui, c’est quand même bien français! - ela exclamou. Oui, Garance. É que eu sou apaixonada por essa elegance a la française, daquele jeito bem inexplicável, como a que você tem.


Logo combinamos um dia para fotografar em Paris. Nos encontramos em um café na Place du Marché Sainte-Catherine, um dos meus cantinhos preferidos no Marais. Com seu vestido Monet, Garance assumiu uma personagem romantique enquanto caminhávamos em direção à l'île Saint-Louis e declaravámos em alto e bom som nosso amor por aquele lugar.


Garance me olhou com jeito de quem conhecia bem aquela sensação: já tinha se entregado para aquelas ruas, já fazia parte delas. No dia anterior, estava naquele exato lugar ensaiando um espetáculo com o coletivo de artistas que também era "como se fosse minha família", ela disse.


Antes do sol ir embora, fomos tomar uma cerveja em Belleville, no café chéri(e). No fim da noite, perguntei: quer ser minha amiga? Garance sorriu e me olhou com jeito de quem sabia que a gente ia viver mais dias bonitos em Paris. Eu falei que voltaria na primavera.

por Luisa Meirelles.



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